Eventos Estranhos Acontecem
[ tempos de blog ]
...4 semanas depois
O desanimado escritor do blog numa tarde vazia de segunda. Até o ar pesa ou é diferente, meio Lost, entende? Tempo mais do que livre. Fazer o que? House? Começar outra temporada de 24 Horas? Uns filmes antigos que eu ainda tenho que ver e foram se juntando? Ler? Ir andar a pé sem rumo? Perturbar algum amigo? Humm. Ah, nem hein. O pior é quando você nem se dá conta mas já parou de pensar nas possibilidades e tá só fechando um olho e abrindo o outro pra ver a diferença que dá no ângulo em que você está olhando pra parede, Friends. Telefone toca. Susto. Antes fosse engano, o que eu logo pensei. Não... De Friends eu pulo pra Six Feet Under. Eu demorei pra me conscientizar que era aquilo mesmo que eu tava ouvindo. "Boa tarde. Com quem eu falo? ... O senhor gostaria de conhecer nossos planos de assistência funerária?" Nossa, muito bom. É ridículo isso. Quando eu ouvia falar disso, nunca acreditei que realmente ainda existisse. Pelo telefone? E se conta pra outra pessoa, parece que a gente tá inventando de propósito. Se eu tivesse com um pouco de humor estranho, aquela seria uma excelente hora pra testar ele.
Começando o post de meia-volta de férias de mim mesmo in good vibrations: eu perdi o rascunho do que eu tinha feito. Devo ter apertado pra salvar no primeiro endereço que apareceu e agora não acho, já vasculhei o pc inteiro. Desisti por que eu não sei nem com qual título que ele foi, coitado. E já que a internet resolveu mais uma vez não abrir os links que eu preciso muito, escrever é o caminho. What can I do? Não sei, se eu ficar sem escrever por muito tempo começo a ficar com tique nervoso, já falei isso.
Será que ficar muito tempo sem fazer nada começa de fato a te deixar mais alienado do que você já é? Entrar em parafuso... ? Parece meio óbvia a resposta, eu sei. Mas fiquei pensando nisso numa quarta-feira do começo de Agosto, dia em que coisas um pouco esquisitas aconteceram.Logo quando eu tava no banho gritam na porta: "Me passa essa música depois?" Eu parei. Como assim? Nunca identificam o que eu tô -- digamos... -- grunhindo. Fiquei com uma inominável sensação de "Po, deu certo?" Tudo bem que metade da letra de The man who sold the world ficou perdida e o refrão durava três vezes o que ele é na verdade. Mas... ainda fiquei pensando se funcionaria se fosse, sei lá, Legião Urbana.
Acompanhar as pessoas a certos lugares pode ser indigesto as vezes. Se for pra pegarem papeladas em clínicas ou coisa assim, piora... Cheguei com meu livrinho e meu fone de ouvido pensando "ok, se demorar umas 2 horas eu já tenho munição". Sentei na sala de espera com toda a boa vontade e fiquei ali esperando. Quando eu levanto a cabeça e olho em direção a porta -- um cara com máscara. Ao mesmo tempo todas as tosses e espirros do lugar foram ficando mais alto, mais nítido, se condensando na minha direção. Eu olhei pra cara dele. Ele olhou de volta. Silêncio. Eu não sabia o que fazer. Aquilo foi me dando uma agonia interna, um pavor... Me deu dó do cara, sério. Pelo outro lado... [...] Mas dó e desespero são coisas diferentes. Só sei que um segundo depois eu já tinha colocado o celular de volta no bolso, enrolado o fio do fone de ouvido e estava a uma quadra longe daquele lugar.
Cansado por ter que voltar a pé pra minha casa num caminho que não era tão curto assim e o sol ajudava, ainda tive que passar na faculdade. Sabe quando todo mundo resolve ser grosso com você? Sem razão? Ou você sai quebrando tudo ou faz um jóia e diz "tá, beleza... desculpa, então"? Foi mais ou menos assim lá. Teria sido um pouquinho mais easy se eu não tivesse ouvido, quando eu tava saindo, o comentário do guarda "... parece o Frodo de costas." seguido de uma risada idiota. Prefiro acreditar que ainda tava sob o efeito da paranóia do incidente anterior. Só vou saber da próxima vez que assistir à trilogia do anel, se eu congelar a imagem em algum momento [estilo Hermione perto das abóboras] -- resultado positivo, encanei.A fome bate. Terceira parada: comer um cachorro-quente no shopping antes de voltar pro cativeiro. Depois de todo aquele ritual irritante de ficar esperando "os anti-higiênicos" se debruçarem no balcão para escolher a bebida, pegar a bandeja e etc fui sentar num canto onde dava pra ver a avenida. Agora eu consigo entender que eu nem tava ai pra avenida, queria era um lugar que circulasse ar. Depois de ver um clone de alguém famoso [como se estivesse naquele shopping comendo cachorro-quente a 1 da tarde] que eu não conseguia saber quem era... outro ser de máscara cruza minha visão ao fundo. Seria a mulher que servia as bagaça? Que fica ali atrás preparando o purê etc? Não sei, nem quis saber. Botei pra dentro o último pedaço e me mandei dali.
Fiquei em dúvida sobre postar isso aqui ou não mas eu precisava deixar registrado meu dia estilo Survivors...[que eu nunca consegui passar do episódio piloto, btw] Despertado, claro, pela moça da funerária recentemente. o.0[obs. me deu vontade de cantar o refrão do The Lion Sleeps Tonight no telefone, adicionar até um efeito de eco ao fundo, não sei..., pena que eu fiquei calado, ia ser interessante]
[ps. obrigado por outros selos e coisas que eu recebi e não postei. Tô pensando em tirar os selos que estão alí do lado. Apesar de eu achar legal, fazem muito volume na lateral. =/Obrigado pelos novos seguidores também.]
Se der na telha tô de volta por ai.
K.W.
K.W.



Poxa, você sumiu mesmo, hien?!rs Nossa, esse dia foi foda... lendo nem parece que foi tudo em um único dia, até parece o frodo na jornada para destruir o anel...hehehe.
Abraços.